Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Em que acredito enquanto social-democrata?

Amigos,

Enquanto militantes do PSD queremos contribuir e achamos que podemos fazer a diferença em nome de Paranhos, do Porto, e de Portugal. É natural. Mas onde começa e onde acaba esta diferença? O que é que realmente nos distingue dos outros? A resposta é individual mas decidi partilhar a minha.

Em primeiro lugar, acredito na liberdade. Cada cidadão é livre de construir e de prosseguir o seu projecto de vida e a sua felicidade. A liberdade de cada um é o caminho para implementarmos com respeito pela liberdade dos outros, com os nossos bens e as nossas ideias, uma sociedade cada vez mais desenvolvida.

Em segundo lugar, acredito na responsabilidade. Claro que é a outra face da liberdade. Mas a concretização é muito exigente: é por isto que tem de haver tribunais, eleições transparentes, instituições fortes e uma defesa acérrima de valores globalmente aceites como fundamentais.

Em terceiro lugar, acredito na solidariedade. Aqui distinguimo-nos claramente das "esquerdas". Estas acreditam numa igualdade confusa e promovem uma espécie de nivelamento das conquistas individuais, por decreto. O que é que isto dá? Dá um nivelamento por baixo: das ambições; dos rendimentos; das qualidades dos portugueses; e no limite, a atitude de "deixa andar". Ora eu acho que a solidariedade significa dar condições a quem, apesar de ter tentado, e num determinado momento, caiu em desgraça (um desemprego, uma falência, etc). Então, o Governo deve sim apoiar a educação inclusiva, apoiar os cuidados de saúde generalizados e apoiar os mecanismos de apoio a momentos dificeis de cada família. Mas o Orçamento de Estado não pode ser um modo de vida para ninguém (tirando casos excepcionais: deficientes e outros doentes crónicos, por exemplo).

Por isto acho que somos diferentes, e para melhor. Ensinamos a pescar, ajudamos a comprar uma nova cana de pesca, e até damos peixe para que a pessoa se restabeleça. Mas no fim do dia, acreditamos que seremos mais felizes se deixarmos que cada um pesque o que lhe apetece, venda o pescado aonde quer, aonde lhe apeteça e do modo mais adequado. Com respeito pelo equilíbrio do conjunto - ou seja, o Governo vai aparecer como o regulador deste conjunto, como o incentivador da primeira pescaria, e como o SOS dos momentos (passageiros) de desgraça individual.

Saudações social democratas,
FRG

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