Jornalista da SIC diz que foi alvo de conversa entre o primeiro-ministro, outros membros do Governo e o executivo de uma televisão em que foi descrito como "um louco", "um problema" que teria que ter solução. Pretende fazer queixa à ERC denunciando o caso. Um processo contra o primeiro-ministro também não está excluído.
Mário Crespo diz ter sabido por várias fontes que foi o centro de uma conversa entre o primeiro-ministro José Sócrates, o ministro dos Assuntos Parlamentares Jorge Lacão, o ministro de Estado Pedro Silva Pereira e um executivo de uma televisão (que não identifica) no dia 26 de Janeiro, no restaurante de um hotel de Lisboa. Terá sido referido como "um louco"; "profissional impreparado" e "um problema".
Ao DN, Mário Crespo garante que pretende fazer queixa à Entidade Reguladora para a Comunicação Social e levar o caso ao Sindicato dos Jornalistas (de que é membro da direcção). "Não está excluído" um processo contra Sócrates. "A maneira como fui referenciado por membros do governo é a mesma que foi usado no congresso do PS", declara o pivô da SIC, referindo-se às críticas que foram lançadas pelo secretário-geral do Partido Socialista ao 'Jornal de Sexta' da TVI e ao jornal 'Público'.
A história foi escrita por Mário Crespo para a sua crónica de segunda-feira no 'Jornal de Notícias', mas não chegou a ver a luz. A direcção do diário recusou-se a publicar o texto, alegando ser necessário ouvir as partes interessadas, conforme se pode ler na nota emitida pela direcção na tarde de ontem. Na sequência desta recusa, o jornalista cessou a sua colaboração com o JN (jornal da Controlinveste, a que também pertence o DN).
Postado por:
Pedro Serrão
Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010
Subscrever:
Enviar comentários (Atom)


0 comentários:
Enviar um comentário